Saiba o que os indicadores de inadimplência dizem sobre o seu negócio

Quais são os números que você dá mais ênfase quando o assunto é a gestão do seu negócio? Se ainda não dá muita importância aos indicadores de inadimplência, é hora de tratar esses resultados com mais atenção.

Isso porque são eles que revelam como está a saúde financeira da sua empresa quando se trata de crédito e cobrança. Para entender melhor sobre os efeitos desses dados no gerenciamento e administração da organização, vamos explicar porque eles devem ser levados a sério. Confira! 

Por que os indicadores de inadimplência são importantes?

Para que a gestão de cobranças entenda o andamento dos seus resultados, é importante que os indicadores de inadimplência estejam sempre atualizados. Afinal, eles direcionam para conclusões sobre o progresso do setor. 

Caso os resultados não estejam em um patamar satisfatório, ações e estratégias para reversão devem ser realizadas, com o intuito de reduzir o número de não pagamentos. 

Portanto, o monitoramento constante é necessário para indicar como está o registro de negativados, quanto a empresa está deixando de receber e quais possibilidades existem para mudar a situação. 

Indicadores necessários para o gerenciamento eficaz

Entre as ações influenciadas diretamente pelo índice de inadimplência está a política de crédito. Isso porque, de acordo com o nível de registros negativos, é necessário rever a postura adotada diante de ações de cobrança

Portanto, cabe enxergar os dados ligados à inadimplência cada vez mais como algo estratégico, como parâmetros necessários para direcionar os passos da gestão de crédito e cobrança. 

São os índices que permitem uma análise de previsibilidade financeira, para que se possa entender se é possível realizar investimentos futuros, margens de lucro, expansão ou novas contratações. 

Quanto mais alto o índice de inadimplência, mais afetada será a empresa, pois terá que preencher valores em aberto e que não tem previsão imediata de recebimento, aumentando assim os fatores de risco. 

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Primeiro passo: organize os casos de inadimplência

O primeiro passo para organizar um panorama geral de como está a situação de pagamentos em aberto, é separar as situações de inadimplência pelo tempo que já decorreu da falta de quitação. Caso seja possível, classifique por categorias as quais pertencem ou um tipo específico de linha de crédito também é interessante. 

Por exemplo, dívidas com menos de 30 dias, de 31 a 60 dias, de 61 a 90 dias e acima de 91 dias são algumas das classificações possíveis para visualizar o panorama de valores não recebidos. 

Feito isso, é possível ter um perfil do tipo de dívida em aberto e qual a incidência do período. Acompanhe, a seguir,  os próximos passos para organizar os indicadores de inadimplência. 

Índice de Atraso Geral – IAG

Cabe classificar nesta categoria os títulos vencidos a partir do primeiro dia. Sua importância está em mostrar, de forma efetiva, como a política de créditos está sendo aplicada, medindo a evolução, em percentual, dos títulos em atraso na carteira de clientes.

Também chamado de IAG, este indicador inclui todos os não pagamentos em aberto, sejam quantos forem os dias transcorridos da data, inclusive aqueles que já estiverem no departamento jurídico ou em cobrança terceirizada.

Para calcular o percentual deste índice, é necessário dividir o Atraso Geral pelo total de contas a receber. Depois, multiplicar por 100 para ter o valor numérico referente ao IAG. 

Vale lembrar que contas a receber se referem a soma de tudo que estiver vencido e também a vencer na carteira.

Índice de Atraso Parcial – IAP

Este índice revela os títulos vencidos há mais de 30 dias, incluindo aqueles que já foram encaminhados para cobrança judicial ou terceirizada. 

O cálculo para obter esse percentual é: dividir o Atraso Parcial pelo total de contas a receber. Depois, multiplicar o valor por 100. 

Com este resultado é possível quantificar o número de não pagamentos que já passaram pelas fases iniciais de negociação e cobrança. 

Índice Contencioso – IC

Nessa categoria estão os vencimentos que já se enquadram em cobrança judicial. Enquanto o IAG e o IAP se referem a períodos de atraso específico, o IC se refere a outra situação. 

O cálculo deste índice também é simples: basta dividir o valor total de títulos em atraso pelo valor total das contas a receber em aberto. Depois, multiplicar por 100. 

Como este atraso de recebimento envolve outras instâncias para cobrança, a expectativa para quitação é mais baixa. 

O que esses índices nos mostram?

Agora que você já sabe como calcular os índices, é importante que entenda como eles contribuem para o seu negócio. 

O IAG, por envolver títulos que estão vencidos desde o primeiro dia, mostra como a política de crédito e a forma de conceder valores acontecem na empresa. Portanto, dependendo do resultado do percentual, é necessário rever as práticas para melhorias. 

O IAP revela como a estratégia de cobrança está repercutindo, se já é eficaz ou se precisa de uma nova abordagem. Afinal, ela é resultado da recuperação da cobrança. 

Por fim, o IC está relacionado a quantidade de títulos a receber, permitindo traçar um perfil de situações de risco ou às quais deve-se ter mais cuidado ao conceder crédito. 

Além desses indicativos, há outros dois que também são muito relevantes: 

  • Prazo médio de Faturamento – PMF: o Prazo Médio de Faturamento indica quantos dias a empresa está concedendo para que seus clientes efetuem o pagamento quando realiza vendas a prazo. Esse tempo está ligado de forma direta ao risco de crédito. 

Isso porque os riscos de não receber um valor acordado para pagamento em 7 dias é diferente de algo negociado em parcelas para 12 meses. 

Para calcular este percentual é necessário multiplicar o prazo de pagamento pelo valor do título. O resultado, chamado de valor ponderado, deve ser dividido pelo valor total. O resultado será o PMF. 

  • Prazo médio de Recebimento – PMR: o cálculo acontece da mesma forma que o PMF. A única diferença é que no lugar da variável prazo de pagamento, é necessário colocar a data em que ele foi realizado. 

Ou seja, o prazo médio de pagamento corresponde ao valor ponderado de cada título dividido pela soma do total dos títulos. 

Ao saber o prazo médio de recebimento é possível comparar com o prazo médio de faturamento. O resultado entre os dois permite analisar o risco de crédito e a estratégia de cobrança, se é efetiva ou se necessita mudanças. 

Agora que você já sabe os pilares mais importantes sobre indicadores de inadimplência, é hora de verificar como andam os processos na sua empresa. 

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