7 passos para implantar uma política de crédito na minha empresa

Se você procura uma fórmula única, exata, para elaborar a política de crédito da sua empresa, infelizmente precisa rever seus conceitos. 

Isso porque o desenvolvimento desse tipo de documento é uma atividade que envolve diversas variáveis, exigindo que cada organização, de acordo com seu perfil, estabeleça critérios condizentes com a realidade em que atuam e com as perspectivas futuras. 

Mas não se desespere. Essa missão não é impossível e vamos ajudar você! A seguir, confira um passo a passo com todas as informações importantes para elaborar a política de crédito ideal! 

O que é política de crédito?

Antes de entrar na questão sobre o melhor roteiro para elaborar a política de crédito, é importante deixar bem claro pelo que ela é responsável. 

Vamos lá: a política de crédito é o conjunto de critérios que a empresa utiliza para emprestar seus recursos para um cliente. 

Ou seja, ela é a responsável por equilibrar os objetivos de lucro da empresa com as necessidades do cliente. Isso porque, ao mesmo tempo que mantém um portfólio sólido de crédito, também concede o empréstimo com ajuste de risco e satisfaz as expectativas da pessoa que necessita de auxílio financeiro. 

Por esse motivo a política de crédito é de grande relevância para a vida financeira do negócio, pois minimiza o risco de inadimplência, assim como tem o direcionamento de quais passos seguir em cada situação. 

O que a política de crédito precisa ter? 

A política de crédito deve contemplar uma série de pontos, de questões básicas a situações mais complexas. Entre os quesitos importantes estão: 

  • Concessão de crédito para incentivo do volume de vendas; 
  • Procedimentos de cobrança e crédito;
  • Como obter informações para procedimentos de cobrança e crédito;
  • Administração da carteira de contas a receber;
  • Formas de proceder em caso de título vencido;
  • Controle de perda por exposição ao risco. 
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Passo a passo para desenvolver uma política de crédito 

Agora é hora de organizar as informações e começar a estruturar a sua política de crédito. Confira o roteiro: 

1º Levantar os dados

Antes de qualquer escrita, é necessário levantar todos os pontos sobre a prática do negócio. 

Ou seja, apurar os dados já existentes, quais os resultados alcançados até o momento, assim como mapear o passo a passo das atividades já exercidas e relacionadas ao serviço de crédito. 

2º Tornar claro o objetivo 

É necessário definir os critérios que serão adotados para realizar a análise de crédito, assim como o risco da empresa. Por isso, ter clareza dos objetivos é fundamental. 

Tendo o objetivo definido, é importante que todos da empresa entendam sua finalidade e também o sigam. 

3º Definir o nível de risco

O nível de risco se refere ao percentual máximo vencido em um período de dias e que não pode ultrapassar um percentual do faturamento bruto de cada mês. 

Esses valores percentuais serão estabelecidos pela empresa, a partir dos dados levantados, averiguando a margem possível de ser trabalhada. O índice de risco será o parâmetro seguido nos procedimentos que envolvem crédito. 

4º Estabelecer regras para avaliar o risco do crédito a ser concedido 

Quando uma negociação acontece sem intermediários, isto é, sendo a empresa fornecedora de crédito a responsável por cobrar os valores concedidos, a transação torna-se mais arriscada. 

Um dos métodos utilizados para ter menores chances de erro nesta categoria de negócios é aplicar o 5 C’s do crédito. Sua função é avaliar os possíveis riscos ao conceder valores para o cliente. Confira, a seguir, quais são as abordagens dessa estratégia:

Capacidade: a capacidade de realizar o pagamento do crédito solicitado está ligado a itens como a idade e setor de atuação da empresa que está requisitando os valores, assim como o perfil e escolaridade dos sócios, e quais as opções existentes para quitar o valor em aberto. 

Outros itens também avaliados são: potencial de pagamento, como o crédito será utilizado e se o negócio é ou não de uma sucessão familiar.

Colateral: esse item está ligado às garantias que o solicitante de crédito tem para pagamento dos valores. Portanto, móveis, estoque e imóveis são alguns dos exemplos de bens possíveis para cobrir valores de negociação. 

A reclamação dos bens pode ocorrer por decisões judiciais. Para trâmites entre empresas, uma possível garantia é a inclusão de avalistas na negociação, que podem ser escolhidos de ambas as partes.

Caráter: está relacionado ao histórico financeiro da pessoa ou empresa solicitante. Uma pesquisa é realizada para saber se as transações anteriores foram cumpridas e se ocorreram no tempo previsto em contrato. Se a empresa é nova, sem dados antigos, o perfil dos sócios é colocado em questão para fazer um levantamento e saber se efetuaram as quitações de crédito.

Condições: analisa o momento atual do solicitante de crédito. Para entender a situação da organização, assim como a fase financeira em que se encontra, são feitos estudos e pesquisas. 

Se a unidade se encontra em declínio, revelando não estar em um momento favorável, é possível que esteja aumentando suas dívidas e, portanto, com maiores riscos de quitação caso o crédito seja aprovado.

Capital: envolve a análise de rentabilidade e patrimônio da empresa, assim como dos seus sócios. Dessa forma é possível verificar a capacidade de investimento de quem solicita o valor. 

5º Ter um manual base com todas as informações relevantes 

É necessário difundir a informação, de forma que todos conheçam as diretrizes sobre a política de crédito. 

Portanto, ter um manual ou cartilha que repasse esse conteúdo para todos os colaboradores é fundamental para evitar o desencontro de dados, assim como para que todos tenham a mesma postura diante das situações cotidianas relacionadas a crédito. 

6º Testar a política de crédito

Ao terminar o projeto teórico, é hora de verificar na prática se está tudo ok para funcionamento. Portanto, escolha alguns candidatos e faça testes iniciais para verificar se todos os itens relevantes estão na política de crédito. 

É importante ter um tempo de funcionamento teste para que se tenha dados para coleta, assim como verificação de funcionamento e a taxa de inadimplência registrada no período.

7º Realizar os ajustes necessários 

Feitos os testes é hora de analisar a amostragem e verificar o que precisa ser acrescentado ou alterado na política de crédito. 

E, claro, é importante ter a consciência de que há a necessidade de ser revisada periodicamente, para que cada vez mais esteja alinhada aos valores e interesses da empresa. Quanto mais dados objetivos e assertivos, melhor será a qualidade das informações disponíveis.

Tendo o conhecimento necessário para criar sua política de crédito, é hora de ir para a prática! Comece hoje mesmo o projeto que vai permitir que sua empresa tenha o alinhamento ideal na hora de tratar sobre negociações de valores. 

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