Hoje, com poucos cliques é possível comprar, vender, pedir, inscrever-se, reclamar, pagar, enviar, reservar e tantas outras ações. Mas é justamente nesse universo de facilidades que surge a necessidade de investir em soluções antifraude. Sua empresa já aplica alguma delas, como a biometria ou o reconhecimento facial?

O que parecia coisa do futuro (ou até de filmes de ficção científica), agora é do presente. Cada vez mais empresas apostam na biometria facial para evitar as temidas fraudes! E elas têm razão, como vamos te mostrar neste texto.

Em alguns minutos de leitura, você vai entender o que é o reconhecimento facial, como funciona e quais tipos de fraude você deve estar atento. Também te explicaremos a lógica por trás de como a análise facial pode combater tentativas de fraude.

Acompanhe com a gente!

O que é o reconhecimento facial?

O reconhecimento facial nada mais é do que a identificação de rostos, feita por sistemas inteligentes que cruzam informações.

Esse tipo de software está em constante aprendizado, captando, processando e comparando características de diferentes rostos.

Em geral, compara-se uma imagem real a uma digital, já armazenada, possibilitando então a verificação da identidade.

Num cenário em que o celular é o equipamento mais usado para acessar a internet (IBGE), a biometria facial ganha espaço no Brasil. O uso massificado das câmeras dos aparelhos garante a disponibilização da tecnologia na rotina de cada vez mais pessoas.

Como funciona o reconhecimento facial?

A precisão do reconhecimento facial muitas vezes impressiona. Por isso, é justo explicar brevemente o funcionamento da solução por aqui.

A primeira etapa é a detecção e a coleta de características específicas do rosto de uma pessoa, os chamados pontos nodais. São armazenados, por exemplo, elementos como o comprimento do nariz, a distância entre os olhos, o formato das maçãs do rosto, a profundidade dos olhos. Assim, essas 80 variáveis faciais codificam nossos rostos.

A segunda etapa é a comparação do “código” de um rosto a uma imagem previamente guardada em um banco de dados. Isso garante o cruzamento de dados para chegar à identidade de uma pessoa.

Essa foi a solução encontrada por bancos totalmente online, como o Nubank, para evitar fraudes de identidade ideológica.

Após enviar fotos do seu documento pessoal (RG, CPF, CNH), o usuário precisa tirar uma selfie no momento do cadastro. Assim, acontece a comparação com um banco de dados prévio de pessoas que já solicitaram o cartão de crédito anteriormente.

Olha só como o reconhecimento facial está mais presente do que você imaginava!

Um outro exemplo é a identificação de candidatos do vestibular da Fuvest. Durante a inscrição, é solicitada uma foto da pessoa, a qual ficará armazenada num banco de dados. Nos dias das provas, uma câmera fará rapidamente a comparação e a identificação do estudante.

Ambas ideias são tentativas de evitar que uma pessoa se passe por outra e esse é só um dos tipos de fraude.

Mas então de quais fraudes sua empresa precisa se proteger?

Você sabia que o Brasil é um dos países que mais perde dinheiro com fraudes no mundo? É por isso que precisamos falar sobre o reconhecimento facial como uma prevenção antifraude para o seu negócio.

Na América Latina, ocupamos o segundo lugar no ranking de fraudes com cartão de créditos em compras online. Um estudo da Konduto revelou que a cada 26 compras feitas na internet, uma delas é fraude. 

Ou seja, o mar não está pra peixe e você precisa saber remar. Entendendo onde está o problema, você saberá agir.

Existem diferentes tipos de fraude, mas reunimos aqui as mais comuns para que você fique mais atento.

  • Fraude efetiva: quando um cartão/documento é roubado ou clonado
  • Autofraude: quando o cliente age de má fé, forjando uma fraude com seus próprios dados
  • Fraude amigável: quando alguém usa dados verdadeiros, mas sem o consentimento do dono do cartão/documento
  • Fraude sintética: quando o fraudador se aproveita de erros (de digitação, por exemplo) em bancos de dados e bureaus, se passando por uma pessoa que não existe
  • Fraudes internas: quando há o apoio de funcionários no desvio de informações confidenciais
  • Ataques cibernéticos: quando acontece o roubo e/ou sequestro de informações confidenciais ou de dados sensíveis de seus clientes

Infelizmente, sua empresa também não pode deixar de se precaver de fraudulências com apresentação de documentos ou informações financeiras falsas. 

É por isso que medidas de segurança da informação são tão importantes, independentemente do tamanho da empresa. Cuidados como validação de dados, consultas em bancos de dados por CPF e regras internas da empresa de manuseio de informações podem ajudar.

E, como temos falado neste texto, a tecnologia de reconhecimento de imagem também se mostra como uma forte aliada se tratando de antifraudes.

É o que vamos entender no próximo tópico.

Como a biometria facial pode combater tentativas de fraude

O reconhecimento facial para a prevenção de fraude pode ser usado em diferentes áreas de um mesmo negócio.

Veja como a análise facial pode fazer parte e ajudar no dia a dia da sua empresa:

Evitando fraudes de identidade

A biometria facial irá verificar a identidade da pessoa, o que pode ser bem útil no cadastro de novos usuários ao seu serviço.

Criar mais essa camada de proteção, evita fraudes de identidade ideológica logo na abertura de contas ou cadastro, diminuindo prejuízos futuros.

Algumas soluções aproveitam a tecnologia de reconhecimento facial para realizar a certificação de prova de vida. O sorriso, por exemplo, é uma das formas de analisar isso. O próprio INSS já começou a fazer provas de vida à distância para a liberação do pagamento de benefícios.

Controlando acessos

O controle de acessos por biometria facial já pode ser visto nos recentes lançamentos de smartphones, de diferentes marcas.

A ideia da solução é a liberação de determinadas telas ou páginas, o que pode ser adaptado ao seu negócio.

Isso pode ser feito tanto em seções físicas, como salas de reuniões, cofres e laboratórios, como também virtualmente. Apenas um grupo de pessoas passa a ter a liberação para acessar softwares de finanças, por exemplo. Ou então determinado computador.

Facilitando a rotina

O reconhecimento facial garante a facilidade de muitas ações, sem deixar de lado a segurança.

As diferentes senhas que geramos podem ser esquecidas ou até roubadas, problemas facilmente resolvidos pela análise facial.

Além disso, os já tão poucos cliques para realizar qualquer ação com um celular, podem ser substituídos ou incrementados pela identificação. Atividades bancárias como transações e pagamentos, por exemplo, poderiam ter mais essa camada de segurança.

Este outro artigo indica, inclusive, o avanço do uso da tecnologia da biometria facial no mundo em que viveremos pós-pandemia, com cada vez menos toques.

Para saber mais sobre como utilizar o reconhecimento facial na prevenção de fraudes, assista ao webinar que fizemos sobre o tema:

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