Adotamos medidas antifraude em nossa rotina o tempo todo, seja para proteger dados importantes, seja na hora de redobrar o cuidado com transações financeiras. Mas você já parou para pensar no impacto de uma (ou mais) fraudes na saúde financeira do seu negócio?

Isso porque uma fraude no seu bolso pessoal é diferente de uma no caixa da sua empresa. Na primeira situação, muitas vezes é possível recorrer ao seu banco para estornar o valor fraudado. Já na fraude sofrida pelo seu negócio, ninguém mais leva o prejuízo a não ser a sua própria empresa. Complicado, não é mesmo?

Mas existem algumas maneiras do seu empreendimento driblar essas fraudes e neste texto vamos te explicar uma delas: a consulta de crédito como uma política antifraude. Confira agora!

Por que sua empresa deve se preocupar em ser antifraude?

Um estudo realizado pela consultoria Kroll publicado em 2017 mostrou que cerca de 70% das médias e grandes empresas do Brasil identificaram algum tipo de fraude em suas operações durante 2016. Infelizmente, o cenário não melhora quando olhamos para comércios online. Um relatório da Konduto apontou que de 26 compras feitas pela internet, uma é fraudulenta.

Esse panorama é preocupante e nos mostra a efetiva necessidade de adotar políticas e sistemas antifraudes dentro de empresas. Afinal, as consequências de uma fraude vão muito além de uma perda pontual de dinheiro. A viabilidade financeira do seu negócio como um todo também pode ser afetada, principalmente, se o fraudulento percebe a sua fragilidade e resolve agir mais vezes.

Mas antes de sair buscando a solução para isso, é preciso entender o problema. Separamos aqui os tipos de fraudes mais comuns para que você entenda como eles acontecem. Esse é o melhor caminho para identificar como sua empresa pode atuar!

Tipos de fraude

Fraude efetiva (ou deliberada)

Isso acontece, geralmente, quando um cartão de crédito foi clonado ou roubado. Ou seja, quem fez o pedido e o pagamento do produto a sua empresa recebe-o normalmente, já que você ainda não possui um sistema antifraude. Quando o verdadeiro proprietário do cartão percebe a cobrança indevida, exige o dinheiro de volta, e quem paga todo esse prejuízo é a sua empresa.

Nesse caso, um sistema que checasse a inconsistência dos dados cadastrais, rapidamente poderia barrar a compra.

Autofraude

Esse tipo de golpe acontece quando o cliente age de má fé. Ele usa o próprio cartão de crédito para comprar um produto, recebe-o, e posteriormente, alega desconhecer tal cobrança. Mais uma vez, quem arca com todos os gastos é a sua empresa.

Esse tipo de fraude é bem difícil de identificar, mas uma análise do perfil do cliente antes da confirmação de compra poderia ser uma medida antifraude.

Fraude amigável

Nesse caso, a pessoa que efetuou a compra utiliza dados verdadeiros, mas não tem o consentimento do titular do cartão. Muitas vezes quando a transação não é reconhecida, o processo de compra já caminhou, e aí é você, lojista, que sai com despesas.

Além disso, medidas antifraude também devem preocupar-se com algumas práticas comuns. Alguns exemplos são a abertura de cadastros com documentos falsos, a apresentação de informações financeiras não verídicas, acesso a informações confidenciais de clientes da empresa e fraudes com apoio de funcionários.

Esses tipos de prática evidenciam como podemos usar a consulta de crédito para evitar um golpe aí na sua empresa. Veja o próximo tópico com mais detalhes!

A consulta de crédito como uma medida antifraude

A consulta de crédito é um processo que possibilita à empresa conhecer mais a fundo seu futuro cliente antes de conceder o crédito. Essa estratégia oferece mais segurança na hora de firmar uma relação de compra e venda, já que a empresa consegue fazer uma pesquisa de informações sobre determinada pessoa.

E não é qualquer informação, é claro! São aquelas chaves para sua decisão. Geralmente, envolvem consultas como a de CPF, de CNPJ, por cheque e de protestos. A ideia é ter uma visão geral desse perfil, detectando informações importantes. Falaremos de cada um desses itens no próximo tópico!

Mas para que você saiba, essa é, inclusive, uma etapa muito importante do ciclo de crédito, usada pelas empresas para minimizar taxas de inadimplência. Ou seja, é feito um estudo para entender se aquele possível cliente será capaz de arcar com tal dívida. Tudo isso baseado em dados e histórico do consumidor e avaliado dentro do contexto da política de crédito de cada empresa.

Como uma medida antifraude, essa consulta serviria quase da mesma maneira, só que com um outro olhar. Por exemplo, se em uma consulta o perfil de um possível cliente aparece como devedor em uma outra empresa, não necessariamente a compra precisa ser negada. A ideia é que levante uma bandeira para que sua empresa fique atenta e faça uma rechecagem dos dados cadastrais, por exemplo.

Como essa análise de dados pode ser decisiva na hora de evitar golpes?

Estamos na era dos dados e não há mais como negar. Ao invés disso, te sugerimos aproveitar a oportunidade e incluir o uso deles na hora de pensar em políticas antifraude para a sua empresa. Mas como? A gente vai te mostrar agora detalhando alguns tipos de consulta a dados não sensíveis que você pode fazer.

Consulta por CPF

Com apenas o número do CPF do seu possível cliente, você consegue bater algumas informações básicas na hora da compra. Isso inclui dados cadastrais, estimativa média de gastos esperados, pontuação de propensão de pagamento e até pendências e restrições financeiras.

Alguns sistemas antifraude comparam, por exemplo, se os dados inseridos no campo de cobrança são os mesmos do de entrega. Ou então cruzam essas informações com aquelas preenchidas para o banco de dados da operadora do cartão. Bem inteligente, você não acha?

Consulta por CNPJ

Ideal para ter o panorama geral de uma possível empresa compradora. Com o número do CNPJ é possível vasculhar desde pendências financeiras até mesmo o limite de crédito.

Isso pode ajudar na hora de analisar, por exemplo, se tal empresa tem probabilidade de ter o poder aquisitivo para realizar a compra em massa, de um alto valor, que encomendou.

Consulta por Cheque

Com esse tipo de consulta identifica-se a situação fiscal do cheque do seu possível comprador, se é sem fundo ou válido. Sistemas de apoio rastreiam também o emissor do documento.

Consulta de Protestos

Quando uma pessoa tem uma dívida que não foi quitada ela pode estar inserida em uma lista no Cartório de Protestos de Títulos. Isso significa que essa pessoa não pode realizar algumas operações, como abrir uma conta em um banco.

Isso pode ser bem interessante para uma empresa antifraude, já que é pouco provável que uma pessoa sem uma conta bancária realize grandes quantidades de compras pela internet, por exemplo.  

Parece trabalhoso esse método de analisar dados, mas a verdade é que só detalhamos assim para facilitar seu entendimento. Tudo isso é realizado por sistemas que fazem o cruzamento dos dados, facilitando e agilizando todo o processo!

Se você chegou até aqui é porque está pronto para nossa próxima sugestão…

Quer aumentar suas vendas sem riscos de fraudes?

Agora que você já sabe um pouco mais sobre os tipos de fraude, este conteúdo aqui pode te interessar muito! Afinal, já sabemos que não adianta nada buscar vendas a todo custo. Aí temos boas dicas para aumentar suas vendas com segurança. Boa leitura!

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