Análise de crédito sem erro: 7 dicas infalíveis

Ter uma análise de crédito bem estruturada faz toda a diferença para a saúde financeira de uma empresa. Isso porque esse é o processo responsável por levantar os dados de quem solicita valores para empréstimo ou deseja comprar produtos e serviços a prazo. A partir dessa avaliação é possível variar o valor a ser liberado, a taxa de juros aplicada e a quantidade de parcelas. 

A prática é muito comum em bancos e financeiras, que utilizam o recurso da análise para para entender o perfil do cliente que está solicitando o crédito. Mas ter cuidado na aprovação dos pedidos é essencial para que qualquer empresa não tenha prejuízos a longo prazo, minimizando todo possível risco de não receber o valor concedido. 

Quer entender melhor sobre como a análise de crédito é fundamental para o bom funcionamento do setor financeiro do seu negócio? Elaboramos um conteúdo completo, com dicas exclusivas de como realizar uma boa pesquisa antes de dar retorno ao cliente, assim como os cuidados essenciais para evitar prejuízos. Continue sua leitura e confira! 

Análise de crédito: para que serve?

Quando o assunto é o setor financeiro, a inadimplência é um tema sempre presente nas organizações. Isso porque a necessidade de contornar esse tipo de problema é um desafio constante, afinal, envolve riscos para a empresa. Quanto maior o valor concedido para o cliente, mais arriscada é a transação.

Uma boa análise de crédito é necessária para manter o equilíbrio das finanças e o funcionamento do negócio. Ela é a responsável por evitar possíveis casos de falta de pagamento e, por isso, precisa ser tão criteriosa e segura, garantindo que todos os pontos possíveis para a verificação sejam atendidos. 

Também é super importante que a função da análise de crédito esteja muito clara para todos os setores. Afinal, o resultado positivo deste núcleo vai repercutir em outras áreas, como projetos de expansão, investimentos ou novas propostas.

Não há como estabelecer de forma padronizada quais os valores de parcela, taxa de juros a ser aplicada ou o prazo de pagamento. Cada cliente tem variáveis em sua análise, como o histórico de dívidas anteriores ou o percentual que pode ser utilizado para empréstimo a partir da sua renda mensal. 

Como a análise de crédito é feita?

Os bancos de dados e a internet vieram para facilitar e agilizar o método de análise de crédito. Estando online, é possível realizar a verificação do que foi informado pelo cliente em tempo real. 

Além da rapidez em ter os retornos, também há a vantagem de que os dados do cliente ficam registrados para que, em situações futuras, não seja necessário solicitar novamente um novo cadastro. 

Itens avaliados

Mesmo não sendo regra seguir os mesmos pontos para análise, as empresas costumam adotar parâmetros parecidos para a análise de crédito. Os critérios solicitados são: 

  • Informações básicas e condições financeiras: no primeiro momento da análise são solicitados os dados referentes à profissão, renda, assim como idade, estado civil e CPF. 
  • Objetivo do empréstimo: saber a finalidade da solicitação de crédito está entre os questionamentos de bancos e instituições financeiras e pode ser uma variável positiva para quem está tentando adquirir o valor. Isso porque ele pode ser colocado em questão no momento de avaliar a necessidade do dinheiro. Portanto, se for um motivo importante e relevante, é válido pontuar porque o crédito está sendo solicitado. 
  • Valor do empréstimo: entender o valor que o cliente solicita para empréstimo é uma das informações relevantes para avaliar se é possível quitar as prestações sem comprometer o orçamento mensal, assim como verificar se o perfil é compatível com as necessidades de valor a ser cedido. Através do risco de inadimplência será estabelecida a taxa de juros e prazo de pagamento. Ou seja, se tiver poucas dívidas em seu nome, isso será uma condição favorável para o cliente conseguir negociar com taxas e parcelas mais atrativas. 
  • Relacionamento com o mercado: o histórico de relacionamento com outras instituições financeiras ou lojas está entre os pontos de análise de crédito. O objetivo de averiguar este aspecto é para entender como o cliente se relaciona com o mercado, se honrou dívidas anteriores ou como foi o processo para quitar demais débitos. 
  • Análise de patrimônio: a análise de patrimônio é necessária para quem deseja deixar o bem como garantia, o que também repercute em taxas menores de juros. Os bens colocados em pauta são avaliados. Por exemplo: se for um imóvel, são levantados dados sobre a localização, se a documentação está em dia e o valor aproximado. Para veículos, como carros e motos, são consideradas as variáveis como ano de fabricação.  

Análise de crédito para pessoa jurídica

Nos casos de MEI e ME, a análise de crédito observa outras informações. Além dos dados cadastrais, como CNPJ, e de buscar histórico de falência ou restrições e regularizações, também são levantados em consideração: 

  • Receita e o lucro líquido: saber o valor de receita, assim como o lucro líquido, são dados necessários para analisar se o cliente pode assumir as prestações sem comprometer o orçamento disponível mensalmente. 
  • Perfil de crédito da empresa: assim como o score pessoa física, também existe score de pessoa jurídica. Isso ocorre para entender o relacionamento que a empresa tem com o mercado, se há um histórico favorável para novas solicitações de crédito e como se portou até o momento no pagamento de dívidas. 

Como realizar uma análise de crédito sem erros 

Alguns aspectos são fundamentais para evitar possíveis erros na rotina da análise de crédito. Tendo bem claro quais são as questões que não podem faltar para otimizar os processos de avaliação, se torna mais fácil incluir esses hábitos na rotina dos profissionais. 

Confira, a seguir, os aspectos que devem estar presentes em uma boa análise de crédito na sua empresa.

#1 Tenha a tecnologia a seu favor

Atualmente diversos sistemas de gestão e consulta estão disponíveis para otimizar os processos de verificação dos dados do cliente. Se a sua empresa ainda não se adequou às novas possibilidades de software, é importante analisar quais as maneiras disso acontecer. 

É através de recursos inteligentes que se torna possível ter informações adicionais para enriquecer o cadastro, tendo mais assertividade na aprovação do crédito. Afinal, os dados do cliente devem ser pensados estrategicamente para validação da análise. 

Além da rapidez com que esses dados são cruzados, também se tem outra vantagem: a redução de esforços operacionais para buscar informações complementares, permitindo que a mão de obra seja direcionada para outras atividades ligadas ao processo de análise de crédito. 

É válido ressaltar que o uso de um software para análise de crédito também permite padronizar processos, trazendo benefícios como gerar resultados mais uniformes que seguem a mesma sequência de solicitação de informações. 

Com o auxílio da tecnologia, as atividades relacionadas à avaliação do perfil do cliente e sua situação financeira se tornam menos manuais, demoradas e burocráticas. O que, consequentemente, representa economia e agilidade para a empresa, assim como satisfação para os clientes por terem um retorno mais rápido quanto a sua solicitação. 

Também são pontos positivos: 

  • Integração entre setores e de informações para consulta e verificação;
  • Organização dos dados para não perder anotações ou outros arquivos, centralizando em um único canal;
  • Facilidade de busca de informações por parte do time de colaboradores, pois será um procedimento padrão de cadastro. 

#2 Conheça o perfil do cliente

Tendo disponíveis as informações mais relevantes sobre o cliente é possível traçar um perfil financeiro de quem está solicitando o crédito. Score de crédito, registros de aquisições e até mesmo dados públicos se tornam relevantes no momento de entender quem é a pessoa que deseja adquirir empréstimo de valores. 

Outros dados, como o relacionamento com outras empresas ou financeiras, se todos os débitos anteriores foram quitados e se há um histórico de solicitações de crédito anteriores, são válidos para entender quais os possíveis riscos caso a organização conceda crédito para o cliente em questão. 

#3 Tenha uma política condizente com a empresa

De nada adianta ter uma política de crédito que só é válida na teoria. É necessário que a empresa tenha desenvolvido um formato ideal para sua rotina e realidade, dificuldades, necessidade e objeções. 

A política de crédito vai muito além de somente avaliar e validar um empréstimo. Ela mostra a postura que a empresa vai adotar em todas as situações estratégicas, que tenham relação direta com os objetivos a serem alcançados. Ou seja, a política de crédito está diretamente ligada às diretrizes da análise de crédito, pois é através dela que as funções de entrada de recursos, assim como concessão de valores, acontece e isso repercute diretamente na saúde financeira da empresa. 

Se a sua empresa ainda não tem uma política de crédito alinhada ao funcionamento da empresa é necessário que os responsáveis pela gestão façam um mapeamento do negócio. O próximo passo é avaliar quais os apontamentos fundamentais para o bom funcionamento da organização e qual a conduta que deve ser adotada para a política de crédito. 

#4 Trate cada cliente como único 

Para cada situação é necessário um tipo de análise. Jamais dê um resultado pautado em casos parecidos que já avaliou. Cada cliente tem variáveis únicas, que necessitam seguir um processo padrão de avaliação.

Por mais que os aspectos financeiros possam ser parecidos, o histórico de relacionamento com o mercado ou os bens patrimoniais são itens diferenciados e que podem influenciar diretamente no resultado final da análise. Portanto, a viabilidade de crédito e o valor limite possível para ofertar a um cliente são respostas que serão obtidas após alinhar todas as informações e critérios. 

#5 Tenha diferentes fontes de informação

 Além das informações padrão solicitadas no cadastro para análise de crédito, é viável consultar outras possibilidades para obter dados. Histórico de operações, pagamentos de dívidas anteriores e outras fontes de dados online devem ser observadas para entender o perfil e a postura da pessoa física ou jurídica. 

É importante ir além para pesquisar. Se há alguma dúvida sobre liberar ou não o crédito para o cliente, não hesite: procure mais fontes para se certificar que está realizando a análise correta e mais acertada possível. 

#6 Verifique a segurança das informações

O  cuidado com os dados dos clientes, seja quem está na base ou para quem realizou a análise de crédito, precisa estar seguro em tempo integral. Portanto, além de manter sigilo das informações, é essencial averiguar todos os procedimentos e iniciativas para preservar o sistema protegido de possíveis invasões. 

Mesmo que tenha dados guardados em outros servidores, é necessário averiguar, por exemplo, se o backup é realizado e com qual periodicidade essa ação acontece. 

#7 Revise a política de crédito

Mesmo tendo estabelecida a política de crédito, é necessário sempre revisar o conteúdo para entender se ela permanece atualizada com as novas práticas que chegam na rotina da empresa. Portanto, é importante ajustar o que é praticado ao que está estabelecido nas diretrizes da política e, se necessário alterar, que seja feito para novamente estar condizente com os objetivos da organização. 

É seguindo corretamente a política de crédito que será possível entender sua eficácia na empresa e quais ajustes serão necessários, seja para adequação do perfil dos clientes ou o cenário econômico no país. 

Aprenda mais! 

Além de todos os fatores apontados neste artigo como uma excelente análise de crédito, também é essencial que o time de colaboradores responsáveis pelo setor esteja preparado para enfrentar os desafios que a área exige. 

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